quarta-feira

CONTOS DESTINADOS



E na penumbra escura que surge
Eu me encontro,
Como o pássaro noturno que canta.
Ressurgindo na névoa escura,
Assumindo a sombra noturna
Com formato cadavérico e grotesco.
Está ali parado
Por baixo daquela macieira
Escondido entre sombras.
Teus olhos abrem para aderir
O formato da lua cheia
À popila que dilata.
Criatura estranha que eu vejo
Porém me mordo de desejo
E ânsia de vê-lo.
Será ele de brancura inestimável?
Que me encanta
E que me mata.
- Ser que nas sombras estás
Saia e se mostre
Ver-te quero muito.
- Bela dama de cabelos negros
E olhos esmeraldas.
Sinto dizer,
Mas não irei me mostrar antes do tempo chegar.
- Então por que vens me ver?
- Apaixonei-me por ti, bela dama
Desde o primeiro dia que em ti coloquei meus olhos.
Atras dela ele estava
A tirar lhe a capa branca
Que em teus cabelos negros cobria.
Ela podia senti-lo
Nas suas veias
Onde o sangue corria.
Ele ansiava toca-la
Beija-la
Possui-la para si.
Ela vira-se
E teus olhos brancos
Encontram as esmeraldas da bela dama.
- Transforme-me
Nesta criatura das trevas
Assim como você meu amado.
- Um preço alto a se pagar
A eternidade ao meu lado
Poderá ser aterrorizante.
- Nada mais me importa,
Se não estiver contigo
Prefiro a morte.
Os olhares se cruzam
Os olhos brilham
São dois amantes.
Concede-lhe o desejo,
Afasta-lhe o cabelo:
O beijo eterno foi dado.
Uma aliança de amor foi celada,
Os dois amantes
Estão juntos
Finalmente.