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LETRAS GÓTICAS E SUA IMPORTANCIA

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O inicio
Góticos são a principio, uma estética antes de um tipo de música, ou melhor, uma subcultura. Embora dependentes e herdando vários pontos do mainstream, temos diferenças gritantes e somos unidos por um gosto estético em comum de coisas… err… chamaremos de “trevosas”, por enquanto. Ficará mais claro mais adiante. Pois bem, essa estética trevosa que nos unimos damos o nome de gótica, mas, apesar de parecer uma estética “obscura” ou “sombria”, é completamente diferente da estética do decadentismo. Doom Metal, filmes de terror “gore” ou do barroco. Nossa música acaba influenciada por essa estética específica e como o principal meio de manifestação dessa cena é a música, junto com a moda, temos da música a transmissão de valores que adotamos nos nossos goticismos (não a “filosofia”, que não existe, em si a “goticagem”).
A música gótica há muito antes de existir o gótico (embora os elementos que influenciariam os primeiros góticos) era uma música punk. Várias bandas anarco-punks seriam ditas como goth rock ou death rock se fossem hoje, se você pegar exemplos como The Mob, Elephant Talk, Spectres, Plastic Sugery e Dormannu. Sabemos que o Heavy Metal define seus estilos, além da própria letra, principalmente através da afinação de suas músicas (salvo o progressivo), a música eletrônica por beats e elementos durante sua programação (trechos de filmes, batidas programadas, presença ou não de composições recortadas etc etc) e que todas são músicas populares, ou seja, em última instância (sendo bem simplista, somando junto a essa definição as músicas folclóricas e música para massa) definidas olhando-se para o público que as consume e as reproduz. A música gótica, também funciona pela mesma regrinha.
Mesmo assim, isso tornaria a música gótica (e qualquer música) extremamente maleável, afinal, basta como algum wannabe qualquer chegar e passar a dizer que Lady Gaga é um novo Ikon da cena e teríamos que aceitar, seria algo completamente válido.

 Seria se ignorássemos que a música transmite uma estética específica, essa transmissão nada mais é que uma mensagem dita através da letra da música. Por isso que, lá fora, góticos não escutam Doom Metal ou a Bones do The Killers, mesmo falando de temas trevosos. Doom Metal trata de letras que fala de misantropia, escuridão por amargura, tristeza (mais próximo do ideal que estamos acostumados de trevoso, não é não?), a Bones do The Killers e letras darks de muitas bandas indies fala sobre escuridão no sentido do próprio artista, as bandas de EBM (e, lembrando, o Industrial que você escuta na balada gótica não é Industrial, é EBM) na cena gótica atualmente falam da mesma versão que vermos de escuridão, a mesma que algumas bandas de outros estilos fazem – que são abraçados pela cena gótica. Ou seja, a música gótica (junto, sem esquecer, da moda) é nosso meio de transmissão de valores, que são criados e somados aos anteriores referente a uma estética específica, a estética trevosa.

Como não há ouvido do mundo que consiga dizer qual banda é gótica ou não é apenas pela melodia (não! Não há! O sujeito terá que definir se o sujeito que toca é ou não gótico), passamos a concluir que a letra é importante para definir a música gótica. Mas uma boa música gótica depende da letra?